{"id":72,"date":"2005-05-27T12:46:00","date_gmt":"2005-05-27T15:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/?p=72"},"modified":"2019-12-30T09:26:54","modified_gmt":"2019-12-30T11:26:54","slug":"consanguinidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/?p=72","title":{"rendered":"Consanguinidade"},"content":{"rendered":"\n<p> Cada animal possui no n\u00facleo de suas c\u00e9lulas diversos cromossomos agrupados em pares, formados por estruturas denominadas DNA. As \u201cunidades b\u00e1sicas\u201d do DNA, respons\u00e1veis pela express\u00e3o das caracter\u00edsticas do indiv\u00edduo s\u00e3o denominadas genes que, simplificadamente seriam \u201cum pedacinho do DNA\u201d, cuja localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 denominada locus.<br> Certas caracter\u00edsticas dos indiv\u00edduos s\u00e3o dependentes de um \u00fanico par de genes (cor dos olhos, por exemplo) localizadas do mesmo locus dos pares de cromossomos, j\u00e1 outras, dependem de uma combina\u00e7\u00e3o de diversos genes (produ\u00e7\u00e3o leiteira por exemplo). Na reprodu\u00e7\u00e3o, cada animal recebe 50% de seus genes do pai (espermatozoide), e 50% dos genes da m\u00e3e (\u00f3vulo).<br> Num acasalamento de dois indiv\u00edduos, quanto mais aparentados forem eles, maiores as chances de que seus descendentes possuam um percentual maior de genes id\u00eanticos (homozigose), que seriam c\u00f3pias do gene presente no ancestral em comum e que se transmitem aos filhos, ocorrendo o inverso, quanto menos forem aparentados os ancestrais em comum (heterozigose). Lembremos que todos os animais dentro de uma popula\u00e7\u00e3o t\u00eam alguma rela\u00e7\u00e3o entre si posto que descenderam em algum lugar e em algum momento de algum ancestral em comum.<br> A fim de avaliar o \u201cgrau de parentesco\u201d ou probabilidade de exist\u00eancia de genes em comum com seus ancestrais foi definido um coeficiente de consanguinidade ou de endogamia que \u00e9 a metade do grau de parentesco entre os pais do indiv\u00edduo, expresso em porcentagem e \u00e9 medida pelos ancestrais em comum que o mesmo possui de forma que quanto mais aparentados forem os ancestrais, maior a endogamia no seu acasalamento e portanto, maiores as chances de possuir genes id\u00eanticos ao dos ancestrais comuns.<br> Exemplo de alguns acasalamentos endog\u00e2micos e seus respectivos coeficientes de endogamia: Teoricamente uma maior freq\u00fc\u00eancia de genes id\u00eanticos respons\u00e1veis por caracter\u00edsticas positivas (produtivas, por exemplo) num indiv\u00edduo \u00e9 um dos objetivos do processo de melhoramento dos rebanhos, assim, pareceria l\u00f3gico que se acasal\u00e1ssemos indiv\u00edduos de alta produtividade aparentados entre si ter\u00edamos maiores chances de obtermos uma prog\u00eanie igualmente mais produtiva.<br>RAZOOK (1977), em um amplo trabalho de revis\u00e3o, relata a utiliza\u00e7\u00e3o da endogamia at\u00e9 mesmo para forma\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as de corte e leite de valor indiscut\u00edvel, como Hereford, Shorthorn, Holstein-Friesian e outras, terminando por dizer que a mesma consanguinidade deve ter tido um papel bastante significante na forma\u00e7\u00e3o das ra\u00e7as zebu\u00ednas.<br>Ocorre por\u00e9m, que, com a maior consanguinidade, tamb\u00e9m os genes \u201cnegativos\u201d presentes nos ancestrais se apresentariam com maior freq\u00fc\u00eancia nos descendentes. Ou seja,a endogamia em si, n\u00e3o produz genes delet\u00e9rios ou que causem anomalias cong\u00eanitas, mas, se presentes<br>nos pais, podem levar a um aumento de sua freq\u00fc\u00eancia nos descendentes em homozigose (genes id\u00eanticos no mesmo locus dos pares de cromossomos) e, algumas doen\u00e7as somente se manifestam quando em homozigose, como a acondroplasia, a agnatia,; cabe\u00e7a buldogue ou<br> prognatismo; h\u00e9rnia cerebral, espasmos letais cong\u00eanitos; catarata cong\u00eanita; membros curvos; epilepsia; l\u00e1bio leporino; alopecia, hidrocefalia, hipoplasia de ov\u00e1rio ou test\u00edculo, espinha curta; h\u00e9rnia umbilical, cauda torcida, entre outras, sendo algumas delas letais.<br> Problemas que surgem com a utiliza\u00e7\u00e3o da endogamia que s\u00e3o letais ou semiletais s\u00e3o facilmente identificados, mas pequenos \u201cproblemas\u201d que na verdade s\u00e3o combina\u00e7\u00f5es g\u00eanicas desfavor\u00e1veis, n\u00e3o s\u00e3o facilmente identificados, e estas combina\u00e7\u00f5es indesejadas ocorrendo no indiv\u00edduo, leva ao que se conhece por depress\u00e3o endog\u00e2mica, pela qual, a partir de um certo grau de consanguinidade ao inv\u00e9s de observarmos uma melhora das caracter\u00edsticas presentes nos pais, observa-se uma redu\u00e7\u00e3o nas mesmas.<br> V\u00e1rios s\u00e3o os estudos em que se demonstram perdas por depress\u00e3o endog\u00e2mica, como o de SMITH et al. (1998), que trabalharam com vacas holandesas, e calcularam que para cada 1% de aumento no coeficiente de endogamia, houve perda aproximada de 37 kg de leite, 1,2 kg de gordura, 1,2 kg de prote\u00edna por lacta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da idade ao primeiro parto ter aumentado em 0,4 dias, o intervalo entre partos em 0,3 e a vida produtiva diminu\u00eddo em 13,1 dias.<br>SCHENKEL et al. (2002), trabalhando com arquivos da ABCZ, estimaram que, na m\u00e9dia das  ra\u00e7as zebu\u00ednas, para cada 10% de aumento na endogamia individual, o ganho m\u00e9dio di\u00e1rio ajustado para 205 dias e o para 550 dias foram reduzidos em 1,7% e 2,1% em rela\u00e7\u00e3o a m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o estudada.<br> Baseado na literatura, pode-se dizer grosseiramente que a cada incremento em 10% no  coeficiente de endogamia, h\u00e1 depress\u00e3o de 2% a 7% nas caracter\u00edsticas de vigor, produtivas e  reprodutivas. JOHANSSON &amp; RENDEL (1968), mencionam trabalhos norte americanos a  respeito da influ\u00eancia da consanguinidade que apontam para perdas em caracter\u00edsticas  reprodutivas e de vigor, e que relatam a ocorr\u00eancia de uma mortalidade embrion\u00e1ria 15% mais alta, no caso de vaca consangu\u00ednea, e ainda maiores, quando a vaca consangu\u00ednea foi<br> acasalada com touro aparentado com ela pr\u00f3pria. Outro resultado bastante expressivo, foi o  de 36% de prenhes diagnosticada de touros consangu\u00edneos acasalados com vacas  consangu\u00edneas, contra 65,7% entre acasalamentos de animais n\u00e3o aparentados e n\u00e3o consangu\u00edneos.<br>Por outro lado, certas caracter\u00edsticas produtivas melhoram em indiv\u00edduos com baixos n\u00edveis de  consanguinidade (heterose ou \u201cvigor h\u00edbrido\u201d) em decorr\u00eancia das combina\u00e7\u00f5es g\u00eanicas  favor\u00e1veis, conseq\u00fc\u00eancia do aumento de genes em heterozigose. Esse aumento em desempenho \u00e9 somente, parcialmente transmitido \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es, e \u00e9 conseguido<br> principalmente com um acasalamento bem sucedido A natureza \u00e9 s\u00e1bia, e com este tipo de  mecanismo permite uma maior sobreviv\u00eancia de indiv\u00edduos n\u00e3o consangu\u00edneos, mantendo  assim uma maior variabilidade gen\u00e9tica nas esp\u00e9cies, dificultando que as mesmas possam vir a  se extinguir devido \u00e0 falta de adapta\u00e7\u00e3o a alguma adversidade do ambiente.<br> A despeito de ser poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da endogamia no processo de melhoramento JOHANSSON &amp; RENDEL (1968), citados por RAZOOK (1977), trabalhando com rebanhos consangu\u00edneos e posteriormente cruzando as diferentes linhagens em gado Holand\u00eas concluem que: \u201cA imprevisibilidade da consanguinidade em rebanhos de diferentes origens, a tend\u00eancia a uma redu\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia produtiva e a falta de uniformidade na \u201cperformance\u201d de indiv\u00edduos consangu\u00edneos desencorajam o desenvolvimento de linhagens consangu\u00edneas<br> como meio geral para melhoramento do gado leiteiro. O desenvolvimento e a manuten\u00e7\u00e3o de  linhagens consang\u00faineas ser\u00e1 muito oneroso e o cruzamento de tais linhagens pode n\u00e3o favorecer indiv\u00edduos claramente superiores a indiv\u00edduos provenientes de cruzamento com outros rebanhos exteriores n\u00e3o consangu\u00edneos.\u201d O fato \u00e9 que a endogamia acarreta em perdas produtivas e reprodutivas, por\u00e9m trabalhar linhagens em moderados n\u00edveis de parentesco de um ancestral provado, pode ser uma boa op\u00e7\u00e3o para imprimir caracter\u00edsticas dsejadas de uma determinada fam\u00edlia. Em fun\u00e7\u00e3o disso, a recomenda\u00e7\u00e3o geral nos processos de melhoramento dos rebanhos tem sido a de se buscar acasalar animais de alto potencial produtivo, por\u00e9m, com o menor coeficiente de endogamia poss\u00edvel, visando aumentar nos  descendentes a presen\u00e7a de genes respons\u00e1veis pelas caracter\u00edsticas que se busca (raciais, produtivas, de conforma\u00e7\u00e3o, etc.) ao mesmo tempo em que se evita a referida \u201cdepress\u00e3o  endog\u00e2mica\u201d e paralelamente se consegue obter algum grau de heterose. Modernos m\u00e9todos  de avalia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e aplic\u00e1veis a grandes contingentes populacionais (como o BLUP-modelo<br> animal), t\u00eam permitido a identifica\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos de melhor potencial gen\u00e9tico para uma  determinada caracter\u00edstica ou grupo de caracter\u00edsticas almejadas, e s\u00e3o expressos em \u00edndices  como BV (Breeding Value), PTA (habilidade de transmiss\u00e3o), DEP (desenvolvimento esperado<br> na prog\u00eanie) de express\u00e3o quantitativa e que permitem \u201cclassificar\u201d os animais em fun\u00e7\u00e3o das  caracter\u00edsticas avaliadas e costumam ser divulgados nos tradicionais \u201crankings\u201d e \u201csum\u00e1rios\u201d.(*)<br> As modernas biotecnologias de reprodu\u00e7\u00e3o (insemina\u00e7\u00e3o artificial, transfer\u00eancia de embri\u00f5es,  e quem sabe at\u00e9 mesmo a clonagem no futuro) e sua populariza\u00e7\u00e3o, t\u00eam permitido a r\u00e1pida  multiplica\u00e7\u00e3o de um determinado indiv\u00edduo o que vem ocorrendo em nosso meio por exemplo<br> em zebu\u00ednos onde se busca multiplicar os animais melhores classificados nos sum\u00e1rios.<br> Uma das conseq\u00fc\u00eancias s\u00e3o resultados preocupantes como os publicados por FARIA et al. (2001), que observou que, no per\u00edodo de 1994 a 1998, apenas 10 touros foram pais de 19,3% dos animais da ra\u00e7a Nelore nascidos no Brasil e, ainda que o aumento de consanguinidade por<br> gera\u00e7\u00e3o na ra\u00e7a tem sido da mesma magnitude da que se observaria em uma pequena popula\u00e7\u00e3o, constitu\u00edda de 34 machos e 34 f\u00eameas acasalando-se ao acaso e deixando um casal de filhos cada.<br> A bubalinocultura brasileira, ainda que por motivos diversos tais como: baixo volume de importa\u00e7\u00f5es, pequena quantidade de rebanhos sob controle zoot\u00e9cnico, baixo interc\u00e2mbio comercial inter-regional, etc potencialmente tem os mesmos problemas descritos para os zebu\u00ednos. Numa fase inicial, principalmente a partir das d\u00e9cadas de 70-80, despertou-se enorme interesse entre os criadores na busca de animais com padr\u00f5es raciais bem definidos, o que mais facilmente era obtido com a utiliza\u00e7\u00e3o de animais descendentes dos importados originais e suas prog\u00eanies, a quem se denominam \u201cPOI\u201d, que quantitativamente, eram em<br> reduzid\u00edssimo n\u00famero, resultando que rebanhos que buscavam se fechar em tais linhagens, certamente possuem alto grau de endogamia.<br> As raras importa\u00e7\u00f5es de material gen\u00e9tico principalmente a partir da d\u00e9cada de 60 ( s\u00eamen da Bulg\u00e1ria e da It\u00e1lia, e alguns poucos exemplares italianos), a despeito de terem sido muito pouco utilizadas em nosso meio, tamb\u00e9m provinham de rebanhos com elevado grau de consanguinidade (na It\u00e1lia, por exemplo, h\u00e1 s\u00e9culos n\u00e3o existe a introdu\u00e7\u00e3o de animais de outros pa\u00edses e os dois animais com s\u00eamen b\u00falgaro introduzido no pa\u00eds eram filhos da mesma m\u00e3e).<br> A dificuldade de utiliza\u00e7\u00e3o de animais\u201cpuros\u201d por\u00e9m acabou fvorecendo os acasalamentos visando forma\u00e7\u00f5es raciais por \u201cabsor\u00e7\u00e3o\u201d, pass\u00edveis de registro em Livro Aberto (LA) e ap\u00f3s algumas gera\u00e7\u00f5es, reconhecidos como puros o que, se por um lado acaba gerando animais com menor repetibilidade de caracter\u00edsticas em suas prog\u00eanies para perfeito enquadramento nos padr\u00f5es raciais admitidos, por outro lado, carregam menor dose de consanguinidade, o  que evita seus efeitos depressivos nas caracter\u00edsticas de interesse econ\u00f4mico.<br> Em trabalho apresentado no Congresso das Filipinas em 2004, Ramos et al. aferiram os efeitos  de depress\u00e3o endog\u00e2mica na produ\u00e7\u00e3o leiteira de b\u00fafalos no Brasil, concluindo que a mesma  ocorre quando o coeficiente de endogamia ultrapassa 6-7%, conclus\u00e3o de certa forma  concordante com trabalho de Vasconcelos que em rebanho com coeficiente m\u00e9dio de consanguinidade de 6%, n\u00e3o havia observado depress\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o leiteira atribu\u00edvel a tais n\u00edveis de consanguinidade. Infelizmente no Brasil s\u00e3o ainda pouco comuns propriedades que  submetam seus rebanhos a controle zoot\u00e9cnico e geneal\u00f3gico resultado da\u00ed que, na  elabora\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00f5es de potencial gen\u00e9tico produtivo, somente uma pequena parcela do rebanho tem sido avaliada utilizando-se as t\u00e9cnicas hoje dispon\u00edveis o que, se persistindo, acabar\u00e1 por identificar poucos animais de m\u00e9rito superior e conseq\u00fcentemente, uma  superutiliza\u00e7\u00e3o dos mesmos e com conseq\u00fcente aumento da consanguinidade de nossos rebanhos, tend\u00eancia j\u00e1 constatada no trabalho de Ramos e que, a exemplo dos zebu\u00ednos,  poder\u00e1 se transformar num problema.<br> Acreditamos que a diversidade de nosso \u201crebanho de base\u201d, formado principalmente por animais mesti\u00e7os e LA, caso despertem os criadores para a necessidade do controle zoot\u00e9cnico e geneal\u00f3gico de seus rebanhos, permitiria que identific\u00e1ssemos em maior quantidade indiv\u00edduos de m\u00e9rito produtivo superior e n\u00e3o consang\u00fc\u00edneos, reduzindo tal problema em  potencial<br><br>Originalmente publicado no Boletim de B\u00fafalo  n\u00ba 2 &#8211; 2005   (Baseado em monografia de William Koury Filho &#8211; Zootecnista &#8211; william@brasilcomz.com) <br>(*) atualmente avalia\u00e7\u00f5es de gen\u00f4micas j\u00e1 se encontram dispon\u00edveis para aferi\u00e7\u00e3o de diversas caracter\u00edsticas produtivas, aumentando a acur\u00e1cia das avalia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada animal possui no n\u00facleo de suas c\u00e9lulas diversos cromossomos agrupados em pares, formados por estruturas denominadas DNA. 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