{"id":164,"date":"2020-01-02T08:08:38","date_gmt":"2020-01-02T10:08:38","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/?p=164"},"modified":"2020-01-28T11:21:10","modified_gmt":"2020-01-28T13:21:10","slug":"dieta-de-bufalas-em-lactacao-modelo-simplificado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/?p=164","title":{"rendered":"Dieta de b\u00fafalas em lacta\u00e7\u00e3o &#8211; modelo simplificado"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-162 aligncenter\" src=\"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/comendo.jpg\" alt=\"\" width=\"285\" height=\"216\" \/><\/p>\n<p>Em que pesem as exig\u00eancias nutricionais de b\u00fafalos n\u00e3o estarem muito bem definidas para os diferentes sistemas de produ\u00e7\u00e3o, finalidades das explora\u00e7\u00f5es, condi\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas e n\u00edveis produtivos, etc. necessitamos no dia-a-dia estabelecer dietas para o rebanho a fim de buscar que os animais expressem seu potencial \u00a0de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Procurando simplificar as recomenda\u00e7\u00f5es, limitando a aferi\u00e7\u00e3o da oferta de prote\u00ednas brutas e energia da dieta em fun\u00e7\u00e3o, estimando-se a ingest\u00e3o de mat\u00e9ria seca baseado na recomenda\u00e7\u00e3o dos autores italianos \u00a0para uma b\u00fafala com cerca de 650 kg produzindo leite com cerca de 7% de gorduras e 4,2% de PB (m\u00e9dia de trabalhos com b\u00fafalas no Brasil).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-190 aligncenter\" src=\"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/exigencias-1-300x94.jpg\" alt=\"\" width=\"491\" height=\"154\" srcset=\"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/exigencias-1-300x94.jpg 300w, http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/exigencias-1.jpg 427w\" sizes=\"(max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/><\/p>\n<p>Exemplificando, uma b\u00fafala produzindo 10 litros de leite por dia demandaria:<br \/>\nMat\u00e9ria Seca: \u00a0(11.700 g) + ( 10 x 400g) = 15.700 g\/d<br \/>\nNDT: (4.100 g ) + (10 x 600g) = 10.100 g\/d<br \/>\nPB:\u00a0 (600g) + (10 x 135g) = 1.950 g\/d<\/p>\n<p>Observa-se que o consumo di\u00e1rio de mat\u00e9ria seca relativamente ao peso corporal seria de 2,4%. Quanto aos componentes nutricionais, a concentra\u00e7\u00e3o \u00a0relativa da dieta seria NDT= 10.100\/15.700 = 64,3 % NDT e PB= 1.950\/15.700= 12,4% .<\/p>\n<p>Sistemas baseados em pastagens tropicais, usualmente tem seu consumo limitado pelo maior teor de fibras e representam dificuldade adicional para o arra\u00e7oamento tendo em vista que \u00a0a qualidade\/quantidade dispon\u00edvel varia constantemente durante o ano, mesmo numa mesma propriedade em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, est\u00e1gios fisiol\u00f3gicos das forrageiras, carga animal e, do lado da demanda, da necessidade em fun\u00e7\u00e3o do est\u00e1gio da lacta\u00e7\u00e3o, da concentra\u00e7\u00e3o de s\u00f3lidos no leite, maturidade do animal, condi\u00e7\u00e3o corporal, composi\u00e7\u00e3o social do lote, etc.<\/p>\n<p>De uma maneira geral, pastagens tropicais possuem teores de PB entre 5 e 15% e NDT entre 40-55 % o que limita a ingest\u00e3o de nutrientes necess\u00e1rios para n\u00edveis produtivos m\u00e9dios superiores\u00a0 a 7-8 litros durante o per\u00edodo de lacta\u00e7\u00e3o quando alimentadas exclusivamente a pasto e necessidade de ajustes na dieta e\/ou no manejo da pastagem para se atingir maiores produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da varia\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o leiteira, as b\u00fafalas relativamente aos bovinos tem uma maior capacidade de ajustar a composi\u00e7\u00e3o do leite produzido em fun\u00e7\u00e3o da oferta nutricional e, nem sempre um stress nutricional se reflete em varia\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o. Por outro lado, temos visto que, ap\u00f3s quedas na produ\u00e7\u00e3o resultantes de limita\u00e7\u00e3o de ingest\u00e3o de nutrientes, nem sempre resultam em retorno do volume produzido. (por vezes h\u00e1 ajuste na concentra\u00e7\u00e3o de s\u00f3lidos do leite e mesmo ganho de peso corporal sem aumento de volume de leite produzido).<\/p>\n<p>De forma pr\u00e1tica, procuramos ajustar a dieta com base na produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia conhecida do rebanho acrescida de cerca de 10%. Trabalhos sugerem que o arra\u00e7oamento constante durante a lacta\u00e7\u00e3o tem respostas melhores do que o ajuste da dieta a cada novo controle leiteiro. Acompanhamos a\u00a0 produ\u00e7\u00e3o leiteira e o estado corporal (e se poss\u00edvel a composi\u00e7\u00e3o do leite) como forma de aferir o ajuste da dieta e estimar a composi\u00e7\u00e3o colhida da pastagem (ou volumosos conservado) o que \u00e9 feito baseado na estimativa de que a perda de 1 kg de peso do animal fornece a ele 2,7 kg de NDT e 350 g de PB e, em situa\u00e7\u00e3o inversa, para ganho de 1 kg de peso corporal, a b\u00fafala demanda cerca de 3,6 kg de NDT e 500 g de PB.<\/p>\n<p>Nas situa\u00e7\u00f5es de ganho ou perda de peso, estimam os autores indianos que o animal deva consumir diariamente cerca de 5 kg de MS para cada 1 kg de ganho de peso corporal di\u00e1rio.<\/p>\n<p>O arra\u00e7oamento, como bem \u00a0destaca o Prof. Luigi Zicarelli, n\u00e3o se resume \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de tabelas gerais de exig\u00eancias, mas sim, partir delas para, avaliando a resposta dos animais, ajust\u00e1-las \u00e0 realidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em que pesem as exig\u00eancias nutricionais de b\u00fafalos n\u00e3o estarem muito bem definidas para os diferentes sistemas de produ\u00e7\u00e3o, finalidades [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false},"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/164"}],"collection":[{"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=164"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/164\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":191,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/164\/revisions\/191"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}