{"id":134,"date":"2019-12-29T07:27:43","date_gmt":"2019-12-29T09:27:43","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/?p=134"},"modified":"2019-12-29T11:47:48","modified_gmt":"2019-12-29T13:47:48","slug":"gilete-da-ingai-uma-vida-produtiva","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/?p=134","title":{"rendered":"&#8220;Gilete da Inga\u00ed&#8221; &#8211; uma vida produtiva"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-131 size-full\" src=\"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gilete_ester_flores.jpg\" alt=\"\" width=\"784\" height=\"754\" srcset=\"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gilete_ester_flores.jpg 784w, http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gilete_ester_flores-300x289.jpg 300w, http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gilete_ester_flores-768x739.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 784px) 100vw, 784px\" \/><br \/>\nEm 07\/06\/2012 morreu a b\u00fafala &#8220;Gilete da Inga\u00ed&#8221; que para n\u00f3s teve uma import\u00e2ncia significativa pelo fato de ser a primeira f\u00eamea da esp\u00e9cie que ultrapassou em nossa propriedade a marca de 5 mil kg de leite numa lacta\u00e7\u00e3o at\u00e9 305 dias. O registro da sua performance produtiva nos parece relevante por apontar o potencial das b\u00fafalas .<\/p>\n<p>Nascida em 03\/01\/1993, o animal teve sua primeira cria aos 35 meses (1.104 dias) e, posterior-mente, com um intervalo interparto m\u00e9dio de 427 dias, teve um total de 15 crias, sendo 14 lacta\u00e7\u00f5es controladas, tendo morrido 3 dias ap\u00f3s o \u00faltimo parto, ap\u00f3s um novo prolapso de \u00fatero (havia tido outro ap\u00f3s a 14\u00aa cria que foi reduzido, tendo sido enxertada 55 dias ap\u00f3s o parto).<\/p>\n<p>Em sua vida produtiva, permaneceu 1.718 dias seca (57 meses) e 4.273 dias em lacta\u00e7\u00e3o (142 meses), com m\u00e9dia de exatos 305 dias de dura\u00e7\u00e3o por lacta\u00e7\u00e3o, tendo totalizado a produ\u00e7\u00e3o de 51.278 kg, o que representa uma produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 3.663 kg por lacta\u00e7\u00e3o e, portanto, uma m\u00e9dia de 12 kg de leite por dia em lacta\u00e7\u00e3o ou, 8,5 kg de leite por dia de vida ap\u00f3s seu primeiro parto. Seu pico produtivo ocorreu na 7\u00aa lacta\u00e7\u00e3o quando produziu 5.141,8 kg de leite em 337 dias, ou seja, 5.017 kg at\u00e9 305 dias, com um pico de produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de 22,7 kg em duas ordenhas e sua melhor produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia di\u00e1ria numa lacta\u00e7\u00e3o foi de 16,3 kg na 6\u00aa cria.<\/p>\n<p>Considerando a composi\u00e7\u00e3o do leite de b\u00fafalas com 1,8% de c\u00e1lcio e 0,9% de f\u00f3sforo, &#8220;Gilete&#8221; , apenas para suprir o conte\u00fado destes minerais no leite que produziu, necessitou de 923 kg de c\u00e1lcio e 460 kg de f\u00f3sforo. Para dimensionarmos tal demanda, verifica-se que ela seria atendida com um consumo de 5.430 kg de sal mineral (com 17% da c\u00e1lcio e 8,5% de f\u00f3sforo), ou seja, com o consumo por dia em lacta\u00e7\u00e3o de nada menos que 1,27 kg !!!!<br \/>\n&#8220;Gilete&#8221; foi para n\u00f3s um exemplo de nossa ignor\u00e2ncia sobre as demandas nutricionais da esp\u00e9cie posto que, utilizando as recomenda\u00e7\u00f5es nutricionais hoje dispon\u00edveis, verificamos que para produzir os tais 5.100 kg de leite, ela deveria estar consumindo 2,8% de seu peso corporal em mat\u00e9ria seca (18,4 kg\/dia) de uma dieta com 15,6% de prote\u00ednas e 77% de NDT. Ocorre que nossas pastagens tropicais t\u00eam em m\u00e9dia de 5 a 14% de prote\u00ednas e 50-57% de NDT e a complementamos com uma mistura de concentrados com composi\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 24% de PB e 71% de NDT, ou seja, mesmo que s\u00f3 comesse o concentrado este n\u00e3o atenderia a demanda. Imaginamos que ela ent\u00e3o se valeu das reservas corporais, mas um d\u00e9ficit desta magnitude certamente seria improv\u00e1vel. Aparentemente, Gilete contornou o problema aumentando a capacidade m\u00e9dia de ingest\u00e3o ou possui maior digestibilidade que a m\u00e9dia observada nos trabalhos.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que, tal melhora de efici\u00eancia tem limites e o animal no deixou isto muito claro ao confrontarmos a produ\u00e7\u00e3o por lacta\u00e7\u00e3o o per\u00edodo de servi\u00e7o (segunda linha de cima para baixo comparada com ultima no gr\u00e1fico), em que se nota que depois de uma lacta\u00e7\u00e3o mais expressiva, o animal demorava mais para emprenhar como que dizendo que para atender ao maior potencial de produ\u00e7\u00e3o com o manejo alimentar oferecido, foi necess\u00e1rio comprometer a fertilidade. Um bom indicativo de Gilete a nossos pesquisadores de um campo a explorar.<br \/>\n<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-133 size-full\" src=\"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/prod_gilete.jpg\" alt=\"\" width=\"757\" height=\"473\" srcset=\"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/prod_gilete.jpg 757w, http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/prod_gilete-300x187.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 757px) 100vw, 757px\" \/><br \/>\n&#8220;Gilete&#8221; \u00e9 filha do touro &#8220;Palanque da Inga\u00ed&#8221;, animal que teve seu potencial gen\u00e9tico para produ\u00e7\u00e3o leiteira aferido por pelo menos duas pesquisas, sendo considerado um dos animais de melhor m\u00e9rito gen\u00e9tico para leite, por\u00e9m, sua m\u00e3e, criada num per\u00edodo de baixa oferta alimentar, atingiu pico de apenas 7,3 kg de leite e a melhor lacta\u00e7\u00e3o foi de apenas 1.328 kg, o que destaca que n\u00e3o \u00e9 eficiente tentar fazer sele\u00e7\u00e3o sem que se oferte aos animais manejo adequado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-132 size-full\" src=\"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gilete_na_festa.jpg\" alt=\"\" width=\"865\" height=\"547\" srcset=\"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gilete_na_festa.jpg 865w, http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gilete_na_festa-300x190.jpg 300w, http:\/\/blog.ingai.agr.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/gilete_na_festa-768x486.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 865px) 100vw, 865px\" \/><br \/>\nOtavio 07\/06\/2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 07\/06\/2012 morreu a b\u00fafala &#8220;Gilete da Inga\u00ed&#8221; que para n\u00f3s teve uma import\u00e2ncia significativa pelo fato de ser a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false},"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/134"}],"collection":[{"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=134"}],"version-history":[{"count":7,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/134\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":144,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/134\/revisions\/144"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/blog.ingai.agr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}